Com criatividade, reaproveitamento de materiais e investigação científica, os estudantes da Escola Municipal Cyro Monteiro transformaram garrafas PET em vasos autoirrigáveis.
Quando a sustentabilidade encontra a ciência
Na horta da Escola Municipal Cyro Monteiro, aprender também significa observar, testar e encontrar soluções.
Foi com esse espírito que os estudantes do Carioca II, com orientação da professora Luciana Marques, participaram da construção de vasos autoirrigáveis feitos com garrafas PET.
A proposta uniu sustentabilidade, reaproveitamento de materiais e conhecimentos científicos de forma concreta e significativa.
Mais do que produzir um objeto, a atividade permitiu compreender como a ciência está presente em situações do cotidiano e como pequenas ideias podem gerar grandes aprendizados.
Como surgiu essa experiência
O uso das garrafas PET partiu da necessidade de pensar soluções práticas para o cuidado com as plantas e, ao mesmo tempo, refletir sobre o reaproveitamento de materiais.
A construção dos vasos autoirrigáveis mostrou aos estudantes que é possível transformar um material que seria descartado em um recurso útil para o cultivo.
Ao longo da atividade, os alunos observaram que a água não precisa ser colocada diretamente sobre a terra o tempo todo para que a planta receba a umidade necessária.
Esse experimento abriu espaço para perguntas, observações e descobertas.
Como funciona um vaso autoirrigável?
O funcionamento do vaso autoirrigável está relacionado ao princípio da capilaridade.
De forma simples, isso significa que a água pode subir por um material que funciona como condutor de umidade, chegando aos poucos até a terra.
No vaso, uma parte da garrafa armazena a água. Outra parte recebe o solo e a planta. Entre essas partes, um material condutor permite que a umidade chegue gradualmente até a terra.
Assim, a planta consegue receber água de forma contínua, o que ajuda a manter a umidade do solo por mais tempo.
Essa experiência permite que os estudantes compreendam, na prática, como um conceito científico pode ser observado no dia a dia.
Aprender fazendo
Durante a construção e a observação dos vasos, os estudantes puderam:
- refletir sobre o reaproveitamento de materiais;
- compreender melhor o uso consciente da água;
- observar a relação entre solo, umidade e desenvolvimento das plantas;
- conectar ciência, sustentabilidade e cuidado com a natureza.
Além disso, a atividade valorizou a participação dos alunos como protagonistas da aprendizagem.
Quando uma estudante explica como o vaso funciona, ela não está apenas repetindo uma informação. Ela está compartilhando um conhecimento construído a partir da experiência.
Ciência que faz sentido
Na horta da Cyro, a ciência não aparece apenas como conteúdo do livro.
Ela surge na observação do solo, no cuidado com as plantas, na construção dos canteiros e também em experiências como a dos vasos autoirrigáveis.
Esse tipo de atividade ajuda os estudantes a perceber que aprender Ciências é também investigar, testar hipóteses, compreender fenômenos e buscar soluções.
Com criatividade, atenção e participação, a escola se transforma em um espaço vivo de descobertas.
Seguimos cultivando ideias
Os vasos autoirrigáveis são mais um exemplo de como a nossa horta vai além do cultivo de hortaliças.
Ela também cultiva curiosidade, responsabilidade, consciência ambiental e vontade de aprender.
E essa é uma das maiores riquezas do projeto: mostrar que conhecimento, cuidado e sustentabilidade podem caminhar juntos.
Continue acompanhando o Diário da Horta para conhecer outras experiências dos nossos estudantes!